Chá para as borboletas
Janela - espelho meu.
Fragrância de almíscar selvagem
me violenta.
Janela - espelho meu.
Fragrância de almíscar selvagem
me violenta.
Menino com aura violeta.
Jovem com juba desgrenhada.
Velocidade lenta.
Garganta do poço este túnel
cinza, onde trafego dias.
Penso na infância, sombra
dos eucaliptos, recanto secreto
onde eu servia chá às borboletas.
Chá para as Borboletas
Bárbara Lia
21g/2010

bárbara, tudo bom ? são lindos, penso em um dia lançar um com vc em formato pequeniniho com letras no formato de maquina antiga de datilografar, com pequenos poemas e haicais meus. o que acha ?
ResponderExcluir"quem sabe faz a hora
ResponderExcluirnão espera acontecer"
os poetas se movimentam, em coletivos muito legais como o - dulcineia catadora - ou de forma isolada assim, como tantos, vamos fazer um livro teu um dia, sim...
beijos e aguarde que a borboleta tá pousando por aí.
Bárbara bárbara, servimos chá, provavelmente, para as mesmas borboletas diuturnas, entre eucaliptos paranaenses, fazendo flores de suas sementes, espremendo o néctar através dos olhos de se ver belezas intocáveis pelos humanos. E fomos tão felizes que hoje podemos escrever sobre os matizes pontilhados nos dias da aurora. A fragrância dos eucaliptos reverbera minh'alma e me traz de volta ao presente renovada, através de Bárbara Lia, a nossa amada escritora sutil que serve Chá para as borboletas e não percebe quem, na verdade, o toma.
ResponderExcluirAbraços,
com carinho,
da Kátia de Adamantina.
Natural de Ubiratã - PR.